Saiba um pouco mais sobre os filmes do Cineclube desse mês

O CineclubeLGBT em março traz uma seleção de curtas da Mostra do Filme Livre. De animação a documentários, a sessão propõe novos olhares sobre a questão LGBT.

Cena do filme A Mais Forte

Cena do filme "A Mais Forte"

Ricky Mastro, diretor do filme “A Mais Forte”, escreveu o roteiro como conclusão do curso de cinema da FAAP. O filme foi finalizado ano passado e conta a história de uma mãe que passa pelo processo de aceitação de seu filhe gay. “Gosto de falar sobre o amor em suas diversas formas”, explica o diretor, “e a idéia do filme começou com a história dos dois meninos, Rafael e Alberto, que se amavam. Como eu acredito que o amor materno é o mais puro de todos eles, o filme conta a história da mãe de Alberto que acaba perdendo seu filho em um acidente”.

A animação “A Descoberta de Luke” marca a diversidade das produções dessa sessão. O diretor Alan Nóbrega produziu o curta em oito meses. “Minha produção trata o gay como um ser humano que está descobrindo a própria vida com todo respeito e dignidade que merece, e infelizmente esta descoberta tem que ser feita sozinha e escondida”, revela. Nóbrega ganhou O Show do Gongo com seu filme anterior “O Meu Primeiro Grande Amor”, o que o incentivou na produção de “A Descoberta…”.

Contemplada pelo projeto “Revelando os Brasis”, a diretora Maria de Lourdes Lezo se baseou em um personagem real de sua cidade para a criação de seu curta: “O Bil (personagem real) é fantástico, ele realmente é benzedor e se fantasia de baiana no carnaval e interpretou a si mesmo no filme”, diz a diretora. Produzido na pequena Taiaçu (SP), cidade de 6 mil habitantes, o filme mostra a diversidade de um país que agora descobre a capacidade criativa do seu interior.

Phedra: protagonista do documentário

O CineclubeLGBT ainda apresenta dois documen- tários: “Phedra”, de Cláudia Priscila, e “Maria de Kalú”, de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys. O primeiro é resultado da pesquisa da diretora sobre transsexuais. “Sempre fui encantada com o trabalho e a vida de Phedra e quando estava fazendo a pesquisa achei que seria a personagem ideal para meu curta”, revela a diretora. Já o segundo é um trabalho independente em que foi utilizado recursos dos próprios diretores. Inicialmente tinham a pretensão de contar a história do primeiro bar gay de Campina Grande. “Porém, Maria de Kalú, a proprietária desse bar, se mostrou uma ótima narradora logo na primeira entrevista, ainda na fase de pesquisa, resolvemos então mudar o foco do documentário”, explica um dos diretores Carlos Mosca.

Diversidade de formatos e temas é a marca dessa edição. A liberdade criadora do audiovisual de encontro à causa LGBT. É com grande satisfação que o Cineclube reúne essa seleção de filmes, esperamos todos na sexta (26), as 21 horas, no Cinema Odeon. Não Percam!

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