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Dia 29.07 – Especial Festival Brasileiro de Cinema Universitário

julho 22, 2011

A magia do magnífico Pai Zelito vai invadir o CineclubeLGBT do mês de julho. É a sessão Especial Festival Brasileiro de Cinema Universitário! A edição é mais uma parceria com o mais importante Festival Universitário brasileiro e traz, para a bombante sessão LGBT do Odeon, filmes de diversas partes do mundo.

Direto de Israel, o curta Vermelho Profundo (Adom Adom/ Deep Red) expõe a relação dos jovens Gur e Yuval em meio às suas tentativas de juntar dinheiro para ir viver em Berlim. O sul-coreano Voar à Noite (Ya-Gan-Bi-Hang/ Fly By Night) relata o acaso de um garoto de programa e sua relação o único parente, seu irmão.

A relação familiar também está nos dois outros filmes que compõe a sessão. O tragicômico documentário suíço Assunto de Família (Familiensache / Family Thing) expõe uma família bem além das convenções. Já em Aniversário (Födelsedag / Birthday), filme polonês, Katarina revela, no dia de seu aniversário, um segredo à sua companheira, Sara, criando um clima de tensão.

Após a sessão, o VJ Great Guy comanda a pista de dança com muita paquera e azaração e o melhor da música pop.

O CineclubeLGBT começa às 21h e acaba às 2h do dia seguinte, mas o Festival Brasileiro de Cinema Universitário acontece do dia 28 de julho a 14 de agosto, no Rio e em São Paulo. A programação está imperdível.

E não se esqueçam que, pelo Twitter @CineclubeLGBT, além de serem feitos sorteios de ingressos, nossos seguidores são convidados a darem dicas de músicas para tocar na festa, e de filmes que gostariam de ver nas telonas.

Sinopses

Voar À Noite (Fly By Night /Ya-Gan-Bi-Hang), de Son Tae-gyum

 Republic of Korea, digital, Cor, 2010, 21min.
Cho Min-ho, Chun Shin-hwan e Son Hyun-woo

Um menino, cuja única família é seu irmão mais velho, faz sexo com um homem por dinheiro. Pego sem dinheiro em espécie, o homem sugere que se encontrem novamente no dia seguinte, e pede seu telefone. Mas o celular do menino foi confiscado por seu irmão, que não o devolve.

 

Vermelho Profundo (Adom Adom/ Deep Red), de Eddie Tapero

Israel, digital, Cor, 2009, 19min.
Elenco: Yedidya Vital, Sharon Alexander e Oshri Sahar

Gur e Yuval farão de tudo para conseguir dinheiro suficiente para recomeçar a vida em Berlim. Enquanto perseguem seu objetivo, a tensão aumenta entre os dois, até que um evento inesperado leva Gur a questionar seu plano e seu relacionamento.

Aniversário (Födelsedag/ Birthday), de Jenifer Malmqvist

Poland, digital, Cor, 2010, 18min.
Elenco: Asa Karlin, Lotten Roos e August Lindmark

Sara prepara uma surpresa para o aniversário de sua esposa, Katarina. Mas Katarina tem algo a dizer. Sara precisa lidar com a notícia inesperada enquanto cuida da festa. Sua alegria se mistura com crescentes sentimentos de isolamento e frustração.

 

Assunto de Família (Familiensache/ Family Thing), de Sarah Horst

Switzerland, digital, Cor, 2010, 27min.

Retrato tragicômico de uma família vivendo além das convenções habituais. O pai é um bon-vivant gay um dia notório por seu estilo de vida excêntrico. Gandaia excessiva deixou sua marca nos pais, e formou o filho. Com honestidade crua, a família examina esse viver e crescer juntos.

Preço: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)
Ingressos Antecipados: a partir de quinta-feira, 28.07, às 15h
Local: Cinema Odeon Petrobras
Dia: 29.07    Horário: 21h
End.: Cinelândia – Rio de Janeiro Tel: 21.2240.1093

E-mail: cineclubelgbt@gmail.com
Twitter: www.twitter.com/cineclubelgbt
Lista Amiga: http://listaamiga.com/cineclubelgbt

COMUNICADO Campanha #EuVouDOAR

julho 7, 2011

Estivemos em meio a algumas informações desencontradas no que tange à doação de sangue por homossexuais. Fomos atrás de quem poderia nos informar melhor sobre a questão e falamos por telefone com Naura Faria, médica responsável pelo atendimento ao doador de sangue no Hemorio.

O que nos foi esclarecido é que a Lei continua basicamente a mesma em relação aos homens e às mulheres de diferentes orientações sexuais. Segunda Naura, as condições de doação exigidas em relação à mulher que se relaciona com outras mulheres são as mesmas exigidas a pessoas que se relacionam com o sexo oposto, mas é diferente em relação a homens que se relacionam com outros homens. Assim seria devido a dados da OMS que comprovam a maior incidência de contágio por HIV em relações sexuais homoafetivas entre homens. (Leia aqui, matéria em português)

ATO PORTARIA Nº 1.353 DE 13 DE JUNHO DE 2011.
Art. 34. Para a seleção de doadores, devem ser adotados medidas e critérios que visem à proteção do receptor.
§ 11. Em situações de risco acrescido vivenciadas pelos candidatos, devem ser observados os seguintes critérios:
IV – considerar inapto temporário por 12 meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo
nos últimos 12 meses:
a) que tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas ou seus respectivos parceiros sexuais;
b) que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros sexuais;
c) que tenha sido vítima de violência sexual ou seus respectivos parceiros sexuais;
d) homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes;

Onde está o preconceito na legislação? Em vista de que se considera o sexo anal sem proteção o motivo de maior incidência no sexo entre homens, é só pensar que casais heterossexuais também podem praticar sexo anal sem preservativo!

O que a portaria 1.353 muda então? A conduta dos coletores! Parece pouco e talvez até seja. Mas já é, SIM, um avanço. Antes, o homem, só de se declarar homossexual, já era vetado de doar sangue. Isso, nós, do CineclubeLGBT, já passamos quando no episódio envolvendo o crime na escola de Realengo, fomos informados por Hemocentros de que gays não podiam doar.

Hoje, com a explicitação pela portaria de que a orientação sexual NÃO deve ser critério para eliminar o cidadão do processo de triagem, por não se constituir em um risco em si, será levada em conta, dessa forma, a sua conduta durante os últimos meses. Naura deixou claro que os requisitos para doação independem da orientação sexual.

O que AINDA deveria mudar na legislação? Dentre outras coisas, evidentemente, a consideração do contraponto acima levantado, avaliando a prática do sexo anal por si só, independente da orientação sexual. Afinal, cada caso é um caso.

Pedimos desculpas pela demora nos esclarecimentos. Ainda estamos esperando um e-mail formal do Hemorio para publicá-lo. Agradecemos a todos que nos alertaram sobre a possível não mudança no regimento.

Para quem quiser conhecer melhor as diretrizes da portaria, acessem aqui.

Pedimos também, gentilmente, que continuem a participar da campanha e que levem para sua vida, família e amigos, visando a um bem maior. #EuVouDOAR!